Aprendendo a Amar.

aprendendo a amar

Seríamos nós capazes de amar? Ou o que chamamos de amor é puro apego e egoísmo?

Jesus nos ensina a regra de ouro: ama o teu próximo como a ti mesmo. Mas como podemos amar a todos, se muitas vezes não conseguimos nem amar verdadeiramente nós mesmos?

O Budismo sugere que se tome a si próprio como o primeiro objeto do amor, porque o verdadeiro sentimento de amor para com os outros só se torna possível quando se é capaz de sentir genuinamente amor para consigo mesmo.

Muitos precipitadamente retrucarão: eu amo meus filhos!

Mas, como é que amo tanto meus filhos e tão pouco os filhos dos outros? É que meus filhos são meus, justamente, e eu me amo através deles… Seria isso generosidade, amor? Ou apenas egoísmo dilatado?

Se ao caminhar pelo centro da cidade você amasse esse estranho que sofre ou que tem fome, você ficaria sem fazer nada para ajudá-lo? Se você amasse esse miserável, você recusaria o socorro que ele lhe pede? Se você o amasse como a você mesmo o que faria?

Nós amamos o amor, mas não sabemos amar. Mas como podemos aprender? Como seríamos capazes de chegar a ele? O amor nos falta, no entanto, podemos fazer dessa falta nossa força, ou várias, e é a isso que chamamos virtude. Ser virtuoso é agir como se amássemos.

De todas as virtudes, qual poderia nos unir? Qual nos ensinaria o caminho? Qual nos abriria o coração?

Buda nos leva a perceber que nós sofremos e que todos os outros seres também sofrem. Esta é chamada a Primeira Nobre Verdade. Quando reconhecemos a universalidade do sofrimento, percebemos que, em algum grau somos todos unidos, pois tudo que sofre é, por si mesmo, meu semelhante em alguma coisa.

Ter compaixão pelo sofrimento do outro não é aprová-lo nem compartilhar suas razões, boas ou más, para sofrer; mas sim, é recusar-se a considerar um sofrimento, qualquer que seja, como um fato indiferente, e um ser vivo, qualquer que seja, como coisa. É por isso que, em seu princípio, a compaixão é universal.

Diferente da piedade que é uma tristeza que sentimos diante da tristeza do outro; que, nos põe em uma posição de superioridade frente à fragilidade alheia, e de desprezo por nos sentirmos mais fortes; a compaixão é um sentimento horizontal; para ser compassivo é preciso, antes de tudo, ter respeito.

Assim, para que o caminho do amor possa florescer em nossas vidas, antes precisaremos regá-lo com as lágrimas do sofrimento do mundo.

A compaixão nos permite passar do que somos ao que devemos ser. Do mesmo modo como o amor também o faz. Mas o amor não está ao nosso alcance. A compaixão sim.

Precisamos nos educar a amar e a ter compaixão. Não é um dever senti-los, mas sim, desenvolver em si a capacidade de senti-los.

Assim, para nos aproximarmos do amor ao próximo que Cristo nos ensinou, antes precisamos exercitar a compaixão de Buda.

O amor é a finalidade, a compaixão e a generosidade são o caminho.

E é por meio do amor que chegaremos à Sabedoria.

Vamos juntos!

Bibliografia – Recortes dos textos:

Pequeno Tratado das Grandes Virtudes – André Comte
Bíblia – Novo Testamento – Mateus – Ensinamentos de Jesus
Dhammapada – Ensinamentos de Buda
A Voz do Silêncio – H. P. Blavatsky

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