UM = ZERO = INFINITO

UM=ZERO=INFINITO

Ontem contemplei o infinito e me vi parte dele. Quando me deparei com o todo, uma tríade paradoxal me foi revelada:

UM = ZERO = INFINITO

Se somos o infinito, então somos Deus. Sendo assim, também somos o zero e o um. Se somos o infinito então existe apenas um, o todo e completo infinito. Mas se somos o todo, somos também o nada, pois até o nada faz parte do todo.

No entanto, quando vislumbramos o infinito nos deparamos com a pergunta: quanto infinito é o infinito? Em quais proporções, em quais dimensões, em qual potência?

Ali percebi que toda a humanidade trabalha para conhecer Deus. Pois se Deus é o infinito, tudo que buscamos conhecer, é para conhecê-lo e por consequência, conhecer-nos.

Se exploramos o universo, ampliamos o espaço em busca do infinito UNO. Se exploramos o mundo microscópico, reduzimos o espaço, buscamos o zero, ou o átomo, a substância essencial que forma todo o resto do universo, ou seja, o UNO.

Se conhecemos o corpo humano, é para saber o que existe dentro de nós, o que nos forma. Assim, buscamos o que forma o universo e o que forma a nós mesmos. Dentro e fora. O Eu, o zero e o todo.

Se conhecemos o pensamento, buscamos o infinito em outras dimensões, descobrimos que o pensamento é feito de linguagem.

Então nos deparamos com o tempo. Não somente o presente, mas a consciência de todos os tempos, passado e futuro. Como se solidificássemos o tempo e tudo que já aconteceu e irá acontecer estivesse acontecendo simultaneamente.

No entanto divagando sobre a o infinito e eterno me lembrei do EU. Como posso ser infinito se sou eu? E pior, se sou o todo, quem são os outros? Neste momento me veio a percepção que foi tudo completamente escolhido e determinado para que fosse assim. O UNO decidiu criar outros para poder conhecer o que era o desconhecer, o que era a limitação, o que era aprender. Criou-se um jogo. Eterno mas limitado, como o próprio paradoxo da existência tríade. Assim, o UM virou muitos e os muitos escolheram esquecer que eram o UM, para poder jogar o jogo. Cada um escolheu quantas e quais limitações gostaria de jogar, e, a partir delas, criou seu personagem.

O objetivo do jogo é conhecer todas as coisas que o universo nos proporciona e a partir da nossa curiosidade, criar o próprio universo. Talvez, sem a consciência nada exista. Sem que busquemos determinar o infinito, ele se quer existisse. Mas, a partir do momento que questionamos a existência de algo, aquilo começa a existir. Assim, cada um de nós tem o objetivo de expandir a consciência do universo. Expandir as barreiras do possível e mostrar que existe sim, muito mais do que tudo isto que já conhecemos e que nos foi dado.

Outro jogo que recebi foi a percepção do que é esta tríade paradoxal e de como a utilizamos pra determinar e posicionar cada coisa que existe. E, dependendo da posição que as colocamos dentro da tríade, mudamos completamente sua percepção dentro da linguagem. Brinquei com alguns significados, posicione os seus…

       UM                =             ZERO             =         INFINITO

         Eu               =             Nada             =            Deus
Deus             =                Eu                =         Universo
Eu                 =               Deus             =        Realidade
Consciência      =        Matemática      =            Infinito
Universo           =       Consciência       =            Átomo
Átomo               =                Zero             =           Matéria
Matéria          =        Inexistência       =             Tudo
Presente           =         Ignorância         =        Iluminação
Presente         =              Passado         =           Infinito
Indivíduo         =          Ignorância         =       Existência

Buscamos determinar os extremos, para poder determinar a nós mesmo.

As limitações não são uma maldição, mas sim um desafio. Um modo de criar a diversidade e mostrar que existem muitos modos de viver e superar expectativas.

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