Quebrando condicionamentos negativos

sucesso-monte

Estes dias vi uma palestra muito interessante a respeito de condicionamentos. Ou seja, do modo como inconscientemente condicionamos nossos sonhos e por consequência limitamos nossas vidas. Estes condicionamentos não dependem somente de nós, mas sim de vários fatores, como nossas famílias, amigos, cultura, religião, formação, ou seja, de tudo que nos rodeia e nos transformou no que somos.

O grande problema é que, por termos sempre estado imersos nessa realidade, nem se quer percebemos no que estamos metidos. Assim, o primeiro passo é este, descobrir que existem chaves de condicionamento negativo que limitam nossa existência e realidade. Precisamos descobrir o que são e quais são, para assim podermos eliminá-las e seguir nosso caminho de evolução contínua.

Quando bebês nos acostumamos ao fato de sermos paparicados. E logo aprendemos uma fórmula mágica: sempre que choramos ou berramos, atraímos para nós toda a atenção do mundo. Todos vinham correndo para saber o que tinha acontecido e éramos novamente o centro do universo. No entanto, o tempo vai passando e nos tornamos adultos, e agora somente chorar não é mais o suficiente. Precisamos de outras coisas para chamarmos a atenção, precisamos nos diferenciar.

O problema é que nem sempre parece possível nos diferenciarmos positivamente em tudo que fazemos. Quando bate uma crise de autoestima aí mesmo que parece não ser possível nos diferenciarmos em nada. Pessoas que assumem este ponto de vista negativo, acabam criando outros meios de se destacar. Desenvolvendo feridas para ganhar esmolas. Já perceberam que se um mendigo tá muito limpinho e arrumadinho ninguém dá esmola! Mas se ele tá todo machucado, com alguma ferida horrenda, ou pior, sem um braço ou sem uma perna, então sim nos comovemos e ajudamos. Este mendigo nunca vai buscar a cura de sua ferida, pois é dela que ele traz o lucro. Por acreditar não ter um talento com o qual se destacar, ele criou um defeito, uma doença. Algo terrível para que as pessoal tenham pena, e assim, lhe deem atenção.

Será que todos nós não fazemos a mesma coisa? Buscamos doenças, vícios e deformidades exatamente para causarmos pena. Para recebermos atenção. Para recebermos amor.

Será que não condicionamos a nós mesmos a relações viciosas, que esmolam por amor. Ao invés de sonharmos com uma vida repleta de amor correspondido, companheirismo, almas gêmeas, amizades eternas. O que estamos atraindo para nossas vidas?

Seguindo este pensamento, será que não desenvolvemos estes problemas, maiores ou menores, em busca de ajuda. Por percebermos que precisamos mudar. Por escutarmos dentro de nós mesmos que somos capazes de sermos muito melhores. Que somos destinados a uma existência de honras e glórias, conquistas e descobertas, coragem e força. Sabemos disso. Mas ao mesmo tempo nos conformamos com o comodismo. Me veio em mente que criamos estes problemas como mecanismo de autosabotagem. Em casos estremos, criamos doenças para nos obrigarem a mudar de atitude: ou você muda ou morre!

Mas diante de tudo isto existe uma névoa escura, densa e aparentemente intransponível chamada medo. Como superá-la? Como nos tornar artífices de nossas próprias vidas?

O primeiro passo é procurar quais são estas feridas que estamos mantendo. O que é que nos constrange, que nos limita, que nos reprime? Quem estamos culpando? O que nos impossibilita de darmos o grande passo, o primeiro rumo a um futuro brilhante.

Temos que identificar estes parasitas que corroem nossas vidas.

O segundo passo é formular soluções e elencar metas para superá-los. Pequenos passos, também chamados de instrumentos de poder. Ferramentas que lentamente vão nos mostrando que é possível mudar. Que temos força e poder sobre nossas vidas.

Nada de querer transformar tudo de uma só vez. Seria sufocante e um peso enorme de manter a longo prazo. Pequenos passos, rumo a uma completa revolução de vida.

Vamos fazer uma lista daquilo que nos limita e como seria possível superar estes desafios.

Eu já fiz a minha, agora é com vocês…

 

Anúncios