A superação do medo

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Para derrotar o medo, precisamos primeiro derrotá-lo dentro de nós mesmos.

Quando superamos um medo nossa vida se transforma completamente e descortinamos uma nova realidade até então desconhecida. Deste momento em diante tudo é diferente, até mesmo nossa percepção de quem somos.

Temos uma série de medos que nos impossibilitam de seguir nossas vidas. Medo de fracassar, que repetidamente nos impede de seguir nossos sonhos, ideias, amores. Como se desde sempre já soubéssemos exatamente o que precisaríamos fazer, qual caminho seguir, mas, temos medo. Medo que não dê certo, medo de seguir nossa intuição, medo que esta vozinha na nossa cabeça realmente tenha razão. Toda mudança abre um futuro desconhecido e o desconhecido nos causa um medo terrível. Medo de sair da escola e ter que decidir uma profissão; medo de sair da universidade e começar a trabalhar; medo de sair do trabalho atual e realizar aquilo que sempre sonhamos; medo de se relacionar, ou se casar, ou ter filhos; medo de abandonar amizades ou situação que já percebemos ser danosas…

Estes dias vi um filme que dizia que não somos capazes de controlar grandes mudanças. Só podemos controlar pequenas coisas. Então, temos que nos focar naquilo que conseguimos controlar. Podemos controlar nossas decisões, nossas ações, nossas palavras… aquilo que fazemos agora no presente.

No momento que realizamos alguma coisa, aquilo já vira destino. Não somos mais capazes de controlá-lo. Não somos capazes de prever todas as consequências futuras de cada ato, palavra ou decisão. No entanto, somos capazes de decidir quais atos realizar.

Tenho pensado que os medos e os vícios têm alguma ligação. Talvez os vícios sejam um modo de escaparmos de nossos medos. Escaparmos da responsabilidade por nossas próprias vidas e felicidade. Se sabotamos previamente nossa vida, ao menos conseguimos controlar nosso fracasso. Se agimos e enfrentamos o desconhecido, não somos capazes de controlar as consequências.

Assim que superamos um medo olhamos para trás e não entendemos porque demoramos tanto tempo para tomar aquela decisão. Porque o transformamos em uma barreira intransponível. No fim percebemos que sempre foi uma pequena e simples decisão. E, quando finalmente criamos coragem para tomar a decisão, todo o castelo de nevoa se dissipou. Naquele momento vemos a simplicidade daquilo que até então parecia terrível e complexo, simplesmente por ser desconhecido.

Acho interessante perceber quais são os medos que limitam nossas vidas. Medo de perder o emprego, medo de ficar sozinho, medo de morrer, medo de perder as pessoas queridas, medo de parecer estúpido, medo de rejeição, e outros medos mais concretos como  medo de dirigir, medo de insetos, … Temos tantos medos irracionais e continuamos a cultivá-los sem nenhum motivo, apenas porque decidimos assim. Vamos superá-los para assim libertar-nos. Antes de tudo, precisamos acabar com o medo dentro de nós mesmos. Corajoso não é aquele que não tem medo, mas sim, aquele que mesmo com medo é capaz de enfrentar o desconhecido. Eu acredito que conseguimos!

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