A Viagem – Mensagem do filme.

A-Viagem-

Ontem fui ver “A Viagem”, dos irmãos Andy e Lana Wachowski, e trata de tudo que temos discutido. Frases e temas que praticamente enunciavam os títulos dos últimos posts. Emocionante o grau de conexão! Era de se esperar dos mesmos criadores de Matrix. Mas, desta vez, ao invés de utilizarem uma linguagem metafórica para explicar a busca da iluminação, sacrifício e divindade, eles mostraram didaticamente, no passar do infinito da existência e na brevidade de cada vida, que os mesmos padrões se repetem e a necessidade de lutarmos por liberdade e autoconhecimento é eterna.

É tão sobre tudo ao mesmo tempo que nem sei por onde começar…

Qual o preço que estamos dispostos a pagar pela verdade? Estaríamos dispostos a sacrificar tudo que acreditamos para segui-la? Estaríamos dispostos a sacrificar nossas próprias vidas para semeá-la? E pior, mesmo que a maioria não esteja disposta a escutar?

Todos estamos conectados em um eterno ciclo cármico. Onde tudo tem sua energia, cada ação tem seu poder de mudança e cada escolha sua consequência inevitável.

Qual o valor da liberdade? Todos estes dogmas religiosos não seriam apenas grilhões que nos aprisionam na escuridão da ignorância, impossibilitando que conheçamos a real mensagem de libertação do evangelho? Será que o poder desta mensagem não foi usurpado e tem sido utilizado como instrumento de manipulação por aqueles que dizem representar Deus? Porque tantas restrições, penalidades e pecados, ardilosamente promulgados para impedir o conhecimento? Um paradoxo em relação a mensagem original, que, nos convida a abandonarmos tudo que temos e sacrificarmos nossas vida em prol da disseminação dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, ou, simplesmente, do amor pelo próximo.

O conhecimento é um espelho. Quando buscamos conhecer o outro, acabamos conhecendo a nós mesmos. Não somos capazes de nos vermos a não ser utilizando um espelho. Mas, que melhor espelho se não a opinião sincera do outro? Somente através da interação com o próximo que vamos descobrindo quem realmente somos.

Qualquer mudança parece impossível até o momento que a realizamos. No entanto, para isto, precisamos de coragem. Coragem para enfrentarmos nossas próprias crenças. Coragem para enfrentarmos o mundo. E, por fim, coragem para sacrificarmos tudo por este ideal.

Não importa o nascimento, cor, classe ou espécie, todos têm o direito de serem livres, todos têm o direito de serem tratados igualmente, e todos têm o direito de viverem uma vida digna. Enquanto continuarmos a aceitar tudo que vemos ao nosso redor, continuaremos doentes e cegos. A dignidade não é um direito exclusivo da espécie humana, mas de todas as espécies que são escravizadas e assassinadas para manter os privilégios de outrem.

É hora de começarmos a revolução.

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