A Criação do Pecado

Afinal, pecado é aquilo que você sente como sendo errado ou aquilo que lhe disseram que é errado?

Como me falou a querida Ana Paula Adriano, e que hoje me confirmou São Paulo: Todo conhecimento só é válido quando nos liberta e não quando nos aprisiona.

Todas essas leis e regras:

O cristianismo nasceu do judaísmo mas transcendeu seu extenso código de leis, as leis de Moisés. A sua revolução se baseava no fato que não havia mais um povo escolhido, se daria a possibilidade a todos de conhecer o Deus interno, sem pretensões de circuncisões, dietas restritivas e excessivas leis regulatórias. Agora, qualquer um, judeu ou pagão, poderia entrar em contato consigo mesmo. Por isso, o próprio São Paulo afirma em suas cartas, que o pecado só existe se pensamos que seja pecado. Somente se pecamos contra nós mesmos. As leis excessivas levam o homem a uma imaturidade em relação a sua capacidade de tomar decisões, somente a liberdade que nos possibilita crescer.

Assim, existem somente duas leis fundamentais: A primeira é amar a Deus sobre todas as coisas. Se você é o seu próprio Deus, capaz de criar sua realidade e de julgar a si mesmo, então a sua maior tarefa na vida é aprender a amar você mesmo incondicionalmente e se sentir amado incondicionalmente. Do jeito que você é, com seus defeitos e qualidades, lutando para aprender, crescer, mudar, melhorar e eliminar toda e qualquer culpa. Acima de tudo, respeitando a si mesmo. Pois somente podemos amar os outros quando amamos a nós mesmos. E este é o segundo e último mandamento: amar o seu próximo como a ti mesmo. Sabemos como gostamos de ser tratados, por isto, dentro de nós mesmos já temos todas as respostas a respeito do que é o bem e o mal: tudo que faz o outro sofrer é ruim. Mas cuidado! O primeiro mandamento é ainda mais importante que o segundo, então, aquilo que nos faz sofrer é ainda pior que fazer os outros sofrerem. Não em um modo egoísta, claro. Mas, antes de tudo, seja sincero consigo mesmo e tenha coragem de tomar as decisões certas para encontrar a paz e o equilíbrio. Pois, muitas vezes, precisamos fazer os outros superficialmente sofrerem para que nós nos libertemos de algum sofrimento maior. Este tipo de sofrimento normalmente acontece devido ao apego e o sentimento de possessão. Muitas vezes nos apegamos aos outros como se fossemos seus donos. Temos que aprender a amar sem apego, o que muito muito difícil.

Os vícios

Quando nos sentimos vazios e procuramos o amor no mundo externo acabamos gerando nossos vícios. O prazer não é capaz de substituir o amor. Por isso, quando para suprir este vazio interno, buscamos a resposta no prazer, seja em relacionamentos, seja no esporte, seja na comida, seja no álcool ou drogas, ou em comportamentos auto destrutivos… como em qualquer vício, com o tempo este vai perdendo a graça e precisamos consumi-lo em maior quantidade ou em maior intensidade. Isto acaba gerando a dependência e por consequência a culpa. Cada vez sentimos menos prazer e precisamos consumir mais e mais. Gerando assim mais culpa. Não vai ser o prazer a suprir esta nossa necessidade de amor incondicional, nossa necessidade de nos sentirmos amados. Ninguém pode nos amar incondicionalmente, somente nós mesmos. Por isso, somente quando despertamos este amor por nós mesmos é que podemos ser realmente felizes. E sendo felizes somos livres, e sendo livres eliminamos a culpa e por consequência o pecado. E pela soma de tudo isto, chegamos ao “paraíso”. Ou seja, uma vida leve e feliz com nós mesmos. Onde não precisamos nos julgar, pois somos sinceros com nós mesmos.

Serás julgado com o mesmo peso e medida que julgarás!

Somos capazes de julgamos os outros apenas quando vemos neles nossos vícios refletidos. Somente conseguimos entender o outro a partir daquilo que fazemos e conhecemos. E, se vemos tantos erros nos outros é exatamente porque os vemos em nós mesmos e nos culpamos por isto. Se, não soubéssemos ou pensássemos que uma coisa é errada ou pecado, não julgaríamos o outro como pecador. Por isso o inferno e o céu são aqui no presente. Pois, a partir de nossas decisões somos destinados a viver uma vida serena ou turbulenta, no “paraíso” ou no “inferno”. Então, se desconhecemos a única fonte de amor incondicional e vivermos na busca do prazer fora de nós mesmos, vamos viver eternamente na culpa. Pois, pela incapacidade de suprir esta necessidade, vamos nos afundar mais e mais em nossos vícios. E, como somos nosso próprio Deus, aquele que sabe tudo o que fazemos, somos nós mesmo os primeiros a julgar-nos e a condenar-nos ao “inferno”. Pois a culpa, a frustração e o medo são os piores sentimentos para se viver e cultivar.

Nossos muros invisíveis

Eu abri a porta da sacada e uma mosca ficou presa entre os dois vidros e me veio o pensamento: do mesmo modo como a mosca não percebe o vidro e se sente presa, também nós criamos um muro invisível que nos cerca, limita e cega. Este muro se chama ignorância. A ignorância leva ao medo, pois tememos o que não conhecemos. A ignorância leva ao preconceito, pois, do mesmo modo, tememos o que não conhecemos. E tudo isto impede que sejamos livres. Mas ignorância do que? Se somos nosso próprio Deus, se somos capazes de nos julgarmos com o mesmo rigor que julgamos os outros, como podemos ser ignorantes?

A ignorância não é o que não conhecemos fora, mas o que não conhecemos dentro. A única ignorância é apenas esta. Não conhecer a nós mesmos. Não conhecermos o nosso poder interior e a nossa capacidade infinita.

Eternamente agora

O mundo foi criado em 7 dias, a semana tem sete dias, toda a vida passa em semanas, então o 7 representa todo o tempo, a eternidade, para sempre. Cada domingo tudo recomeça e você tem mais uma oportunidade de mudar completamente o resto da sua vida. Jesus morreu na sexta-feira, descansou no sábado, o último dia, e no domingo, o primeiro dia da semana, ele ressuscitou para uma nova vida eterna. Eternamente 7 dias. Você é aquele que cria a sua realidade, que decide o que fazer, que decide o que comer, que decide o que pensar. Então, decida o melhor e si permita a melhor realidade possível, eternamente.

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