GOSTAR, ESTAR APAIXONADO E AMAR

Oi pessoal, minha querida amiga Marina Vieira me mostrou este texto hoje do Padre Paulo M. Ramalho e achei bem interessante compartilhar, vai ele aí:

Eis a ideia para vocês refletirem ao longo da semana: “diferença entre gostar, estar apaixonado e amar”.

Esta distinção é absolutamente fundamental, pois sem ela não entendemos realidades importantíssimas na nossa vida, principalmente o amor, razão de ser da nossa vida.

A primeira coisa que precisamos dizer é que gostar, estar apaixonado e amar são realidades diferentes e não aspectos da mesma realidade como alguns costumam pensar.

1. Começamos pelo gostar. O que significa gostar?

Podemos definir o gosto por algo que nos provoca um sensação de agrado. O gosto tem umas características:

a) é um sentimento

Ao dizer que é algo cuja presença provoca uma “sensação” de agrado, estamos dizendo que o gosto é um sentimento.

b) é algo passivo

Não sei se vocês já repararam, mas o gostar é algo passivo. Eu não escolho gostar das coisas ou das pessoas. Nós gostamos das coisas e das pessoas simplesmente porque a sua presença nos provoca uma sensação de agrado. E o que agrada a uns e a outros depende de cada um.

c) é por natureza um sentimento egoísta

É egoísta no sentido de que nos leva a pensar em nós, no agrado que aquela coisa ou aquela pessoa “me” provoca. Quando eu gosto, mesmo que seja de alguém, quero estar do lado daquela pessoa pela sensação de agrado que ela “me” provoca. Havendo só o sentimento de gosto, somos levados a pensar na nossa felicidade e não na felicidade de quem causa em nós o agrado.

2. O que é estar apaixonado?

Estar apaixonado é quando o gosto vai ao ápice. É a sublimação do gosto.

Portanto, o estar apaixonado, também é passivo: não depende de nós, mas do agrado muitíssimo forte que nos provoca as coisas e as pessoas. É também um sentimento. E é também, apesar de que não pareça à primeira vista, um sentimento egoísta: leva a pensar em nós, no agrado “incrível” que aquela coisa, aquela pessoa “nos” provoca.

3. O que é amar?

Primeiro e importantíssimo: há dois tipos de amores: o amor (que eu sinto) e o amor (que eu dou).

Veja o quadro abaixo que representa a alma humana:

a) amor (que eu sinto)
Pode ser definido como o sentimento que se desperta em nós que nos leva ao  desejo de alegrar, de fazer o bem, de estar junto de quem está despertando ou desperta este sentimento.

Confunde-se com o gostar e, quando este sentimento é intenso, com o estar apaixonado.

Como é um sentimento, ele tem uma característica passiva: eu não escolho sentir amor.

b) amor (que eu dou)

Pode ser definido como o “ato” de amar alguém. Com o “ato” de alegrar, de fazer o bem, de estar junto de quem eu desejo amar, sendo movido pelo sentimento de amor, amor (que eu sinto), ou não.

Este amor, o amor (que eu dou), é o amor que eu tomo iniciativa em amar. É algo ativo. Parte da nossa escolha, da nossa opção. Eu escolho amar. É um ato da vontade e pode se desdobrar em inúmeras iniciativas.

Espero que esta distinção ajude a vocês a conhecerem um pouco melhor o que se passa dentro do nosso coração. Desta forma poderemos lidar melhor com ele e orientá-lo nas nossas relações com os outros e com Deus.

Uma santa semana a todos!

Pe. Paulo M. Ramalho

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