O Significado da Serperte e a Kundalinì

Oi pessoal, meu carissimo amigo Cristiano Centenaro me mandou o link deste texto hoje e achei interessante compartilhar ( http://nagasounds.wordpress.com/cobras/ ) Fala sobre o significado da serperte em muitas culturas e a sua relação com o auto-conhecimento e a iluminação. Espero que gostem:

 “Eu sou a Serpente. A serpente dos seus mitos e dos seus sonhos, do seu ser e dos seus desejos. Temida e desejada. Conheça-me! Quando você mergulha nas profundezas mais sombrias da vida, ou quando aspira alcançar os brilhantes pináculos de sua alma, saiba que é sempre a Serpente que torna isso possível. Através do ser humano, que sempre quer atingir algo mais distante e mais elevado, eu me transformo na Serpente do Arco-íris, por meio da qual você pode atravessar todas as cores do espectro do seu ser, até chegar à fonte, à totalidade, à luz branca que brilha acima e da qual, na verdade, você é apenas um aspecto. Você caiu da luz para a escuridão e agora está fazendo o percurso de volta à luz. Você me teme, pois eu lhe mostro sua verdadeira natureza. Enfrenta-me agora. Eu sou a Serpente. Conheça todos os sete níveis do seu ser. Conheça-os como você se conhece. E nunca mais terá medo de coisa alguma.”

O que é a Serpente, a Cobra ou a Árvore da Vida? Ela aparece em inúmeros mitos e lendas de culturas tão distantes quanto a dos aborígenes australianos, dos judeus, dos escandinavos, dos índios americanos, na tradição hindu e em todas grandes religiões do mundo.

Essas culturas parecem não ter nenhum ponto de contato, com exceção de um único: a humanidade. Dentre todos os mitos de diversas culturas há um simbolo em especial, e este é a Serpente, ou Cobra

Este símbolo é um mapa de nós mesmos. Sejam quais forem nossa formação cultural, religiosa ou herança genética, todos compartilhamos de um mesmo padrão espiritual básico.

O Caduceu. Quando a humanidade foi separada fisicamente em dois sexos, homem e mulher ainda carregavam dentro de si o reflexo de seu Criador. Assim dentro de cada homem ainda existe o aspecto feminino e dentro de cada mulher ainda existe o aspecto masculino. Neste nível de significado, Adão e Eva simbolizavam a fisiologia energética sutil do individuo. Adão e Eva como energias polarizadas são representados no antigo símbolo do Caduceu.

Popularmente associado ao Deus Grego Hermes, o símbolo do Caduceu é realmente visível nos registros de incontáveis culturas antigas ao redor do mundo. As duas serpentes sempre simbolizaram os canais energéticos femininos e masculinos que se enroscam pela coluna vertebral.

Estes dois canais energéticos são chamados de Ida e Pingala em Sânscrito. Na Kaballah são chamados de Od e Ob e no cristianismo esotérico são chamados de Adão e Eva. Na Bíblia eles também são chamados de “as duas oliveiras” e “os dois castiçais que estão diante do Senhor da Terra”. As duas serpentes enroscam-se subindo pela coluna vertebral do corpo físico. Pingala é o aspecto masculino, Adão. Ida é o aspecto feminino, Eva.

Kundaliní

Kundalini é o poder espiritual ou físico primordial ou energia cósmica que jaz adormecida no Múládhára Chakra, o centro de força situado próximo à base da coluna, e aos órgãos genitais. É a energia que transita entre os chakras. Deriva de uma palavra em sânscrito que significa, literalmente, “enrolada como uma cobra” ou “aquela que tem a forma de uma serpente”. É a energia do Universo em seu aspecto total, como potencial, sendo o prána o aspecto biológico, ou fisico, como calor, eletricidade, etc.

O termo é feminino, deve ser sempre acentuado e com pronúncia longa no í final. Muitos por a considerarem sagrada, grafam o nome com “K” maiúsculo.

Segundo a crença, enquanto está adormecida, assemelha-se a uma chama congelada. O “despertar” da energia divina Shakti Kundalini requer orientação para que o ativamento e desenvolvimento sejam apropriados e conduzam à meta espiritual de qualquer linha séria de desenvolvimento espiritual.

É a representação corporal individual do grande poder cósmico, que cria e sustenta o universo. Quando se manifesta, a consciência pessoal se absorve na consciência da totalidade, o mundo se dissolve para e se obtém a liberação. O despertar e o estímulo ascendente da Kundaliní é uma forma dessa fusão do indivíduo na consciência universal, ou união dos dois, que é a finalidade de todo “Religare” ou Yoga.

Kundaliní é então, a força que move todo o Universo e também a força que move o indivíduo. Essa poderosa energia é a responsável por desenvolver no ser humano seus diferentes potenciais.

Essa energia vem sendo estudada ao longo dos anos, como no caso dos psicanalistas Freud, que a chamou de libido e tentou utilizá-la com efeitos terapêuticos e Reich que a chamou de orgone.

O ideal é a ativação desta energia de forma lenta, gradativamente com práticas constantes de Yoga e meditação e persistência. Como diz o mestre Sivananda: “Sem Kundaliní não há samadhi.”

O despertar da Kundaliní provoca um intenso calor que pode ser percebido. Ela vai subindo através dos chakras e nádís, num processo sistemático e gradual, desenvolvendo, assim, poderes latentes de cada centro energético, de cada chackra.

“Um clarão intensamente abrasador brota no corpo. Kundaliní adormecida, aquecida por esse abrasadomento, desperta. Tal como a serpente tocada por uma vara, ela levanta-se sibilando; como se entrasse em sua toca, introduz-se na brahmanádi (sushumná).” HATHA YOGA PRADIPIKA

A ascensão da energia é o caminho para a liberação. É chegar à percepção de que a realidade de Deus está dentro de cada um de nós. A ascensão da Kundalini é o desenroscar da consciência Deus, o testemunho da realidade do poder ilimitado que é a essência de nossas almas. A descida da kundalini é o caminho da manifestação. Os chakras se abrem nesta descida. E assim que os chakras se abrem, a nossa essência é consolidada em nosso carater, nossos dons são integrados em nossos comportamentos e ações. Nossos talentos se tornam uma parte prática em nossas vidas.

O que nos referimos como manifestação aqui são as “vibrações”  que é uma tradução aproximada do termo sânscrito Chaitanya. Chaitanya (vibrações) é a força integrada de nosso ser fisiológico, mental, emocional e religioso.” Portanto a descida da energia Kundalini simboliza esse despertar de nosso potencial e nos traz a consciência de Deus para todas as nossas atividades cotidianas. A iluminação, ou auto-realização é conquistada quando o ciclo de ascensão e descida, se completa. Auto-realização é o nosso primeiro encontro com a Realidade. O despertar da Grande Mãe dentro de nós, que a partir de então, irá cuidar de nós, nos dando toda proteção que precisamos. A kundalini nos cura, nos melhora e nos confere todas as bênçãos.

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