A ilusão do individualismo

Hoje acordei com esta iluminação na cabeça. O fato de todos estarmos juntos nesta vida mas por pura estupidez, nos resignarmos a solidão.

Alguns meses atrás eu fui em um show na Lagoa da Conceição e combinei de encontrar uns amigos. Eles acabaram se atrasando e pensei que veria o show sozinho. Tinham umas mil pessoas vendo o show mas eu me sentia sozinho. Então pensei, mas porque eu tenho que pensar que estou sozinho, porque não posso pensar que estou junto com todas essas pessoas? Com esta simples mudança de perspectiva tudo mudou, comecei a super curtir o show e todos aqueles pensamentos inúteis desapareceram.

É impressionante como a mídia nos impõe essa necessidade de solidão, que temos que ser independentes, que não precisamos de ninguém, que somos donos de nossa vida. Pra começar é tudo uma besteira, porque se não somos capazes nem de controlar quando precisamos ir no banheiro, imagina sermos donos de nossa vida. Fora este pequeno detalhe, somos seres sociais, e precisamos uns dos outros também pra ganhar o pão de cada dia, seja como empregados, seja como patrões, precisamos sempre de clientes que comprem nossos produtos e serviços. Ou seja, quanto mais formos conscientes da nossa dependência dos outros, mais ganharemos em troca. Quando descobrirmos que a qualidade do nosso serviço faz com que muitos os queiram, percebemos que quanto mais damos aos outros, mais recebemos em troca. Basta pensar que, se somos sozinhos e independentes temos que comprar das grandes empresas que proporcionam esta independência, que são exatamente as mesmas empresas que patrocinam a própria mídia. Quando percebemos que somos uma sociedade, onde um precisa do outro, começamos a preferir comprar do nosso vizinho, das pessoas do nosso bairro, incentivar a economia local, e não de uma empresa que empregou mão de obra escrava na China, e a qual não tem nenhuma relação conosco.

Este pensamento me remeteu a duas outras coisa, muito pertinentes:

Partindo do fato que para nos sentirmos amados basta querermos, somente esse pressuposto já é suficiente para acreditarmos em Deus. Independente de sua existência, se conseguíssemos realmente acreditar que em cada segundo de nossa existência tem alguém que nos ama incondicionalmente e isso nos trouxesse o sentimento de felicidade e aconchego, só isso já bastaria. Independente de Deus ser onipresente, onipotente e onisciente, de se chamar Krishna, Jeová, Rá ou Zeus, independente de quem fosse ou o que fizesse. Basta pensar, acreditar e sentir, ou seja, ter fé. Não é fácil, claro, é um exercício, uma meta. Sentir-se amado, querido e em companhia, independente das circunstâncias, do dia e lugar. Sempre. Seria incrível, né?

A segunda coisa diz respeito a uma passagem da Bíblia que li estes dias:
“O maior de vocês deve ser aquele que serve a vocês. Quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado.” Mt 23:11-12
Esta passagem fala exatamente a mesma coisa que eu disse, a partir do nosso serviço à sociedade, nosso trabalho, nossa vontade de ajudar os outros, que vamos ser reconhecidos. Não interessa o que falamos, mas o que fazemos. Somos aquilo que fazemos.

Juntanto esses dois pensamentos, a ilusão do individualismo só nos trás solidão e infelicidade. Quando percebemos que todos estamos juntos, além de termos infinitos amigos em potencial, também temos infinitos clientes em potencial. Estejam abertos para conhecer novas pessoas, para acolher, ajudar, curtir, jogar, rir e se divertir. Cultive o bom relacionamento com todos que o rodeiam, seja a família, sejam os amigos, ou qualquer desconhecido que você tiver contato, seja no caixa do supermercado ou no elevador do prédio.

Como já dizia a Balada do Louco: “Dizem que sou louco por pensar assim. Se eu sou muito louco por eu ser feliz. Mas louco é quem me diz. E não é feliz, não é feliz.”

Bom dia a todos,

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