Uma Revolução Emocional

 

Continuando o pensamento do último post sobre a pluralidade existencial do Eu, tenho notado a cada dia que as novas gerações são muito mais livres de expressarem os seus sentimentos. Tanto entre casais quanto entre amigos. Como se o corpo emocional tivesse começado uma revolução existencial e lutasse para ser ouvido. Declarando que a constante repressão da mente sobre os sentimentos tivesse com seus dias contados.

Nesta última década, os homens, em uma batalha silenciosa mas expressiva, lutam pela liberdade de amar e expressar seus sentimentos. Até então, estes mesmos homens eram forçados a reprimi-los, baseado em uma crença fossilizada de que “sentimentalismos são coisa de mulher”. Do mesmo modo, há algumas décadas, o movimento feminista reivindicou a liberdade das mulheres se masculinizarem, de trabalharem, de vestirem calças, de votarem, de participarem da vida política e principalmente de serem livres como cidadãs. De não serem mais mera propriedade dos homens, como um objeto a ser ostentado, mas sim, serem livres para pensar,  agir e viver independentemente.

Esta revolução feminista também mudou o modo como ambos os sexos se relacionam. As mulheres passaram a não aceitar serem tratadas como um mero objeto doméstico, mas sim, passaram a pretender um tratamento digno, um reconhecimento da sua pluridimensionalidade, a qual os homens precisam interagir. Este ampliamento dimensional, onde as mulheres conquistaram o direito de expressarem seus pensamentos e agora exigem aos homens a capacidade de expressarem os seus sentimentos gerou uma crise de relacionamentos. Uma revolução do amor. E esta crise de interesses tem gerado muitos homens e mulheres solteiros, incapazes de se entenderem, pois mudaram suas percepções do mundo, mas ainda não as interiorizaram e compreenderam para poderem compartilha-las.

Assim, para conseguir interagir com esta nova pluridimensionalidade feminina, nós homens também precisamos passar por uma revolução. Diferente dos movimentos feministas não saímos pelas ruas a reivindicar nossos direitos. A nossa é uma revolução requerida, que luta contra a repressão dos sentimentos e contra as idéias machistas que tendem a classificar o homem como algo que ele não é. A luta contra a relação exclusiva do sentimento com a feminilidade. A liberdade de amar e chorar, de sentir e se expressar, de beijar e abraçar amantes e amigos, liberar todo este amor que sentimos represso por gerações. Uma repressão que gera homens violentos, infelizes, incapazes de comunicar aquilo que sentem devido a supressão de uma parte de si mesmos, de todo um seu corpo, de toda uma dimensão existencial.

Junto a este grito de liberdade contra a mente também insurgiu o movimento GLBT, que luta contra tabus e repressões históricas. Luta pela liberdade de amar quem quiserem, independente de serem homens ou mulheres. Lutam pela liberdade do corpo emocional de decidir e de mudar o senso comum imposto pela racionalidade excessiva e pela repressão generalizada. Luta pela percepção da pluralidade, da igualdade de direito de seres tão diferentes, pela liberdade de escolhas e principalmente pela liberdade de amar.

Liberte-se: Ria, chore, abrace, beije, ame! Pois talvez essa seja apenas uma fase introdutória, o papel da nossa geração, cultivar, descobrir, aprimorar e compartilhar destas dimensões que já conhecemos, para assim, possibilitar que a nova geração, em forma generalizada descubra novas dimensões. Amplie ainda mais a percepção da humanidade. Evolua dimensionalmente. Qual vai ser esta grande descoberta existencial? Você está preparado para evoluir?

Mude, conecte-se, liberte-se, evolua!
Beijo a todos e obrigado por lerem meus pensamentos.
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