A constante sabotagem da felicidade

Há alguns anos eu descobri que a felicidade talvez possa ser uma coisa simples de conseguir, mas precisa-se de muita determinação e auto-análise. Não é algo que existe independente de nós, mas sim, que precisa ser lutada a cada dia, a cada decisão, a cada escolha. Cada nossa escolha nos distancia ou nos aproxima da felicidade. Devemos perceber conscientemente o peso que cada escolha tem em nossas vidas e exatamente como essas escolhas moldam nosso modo de pensar, nossas ações e por fim nosso destino. Por mais que queiramos ser felizes por algum motivo minamos nossa felicidade com muitas decisões que a impossibilitam. Acho que isto tem um pouco a ver com o último post. Que falei dessa voz que nos impulsiona a cometer e manter nossos vícios. Talvez não seja apenas a manter nossos vícios, mas sim, nos distanciar da felicidade.

Acho que grande parte das ações que tomamos hoje dizem respeito a decisões que tomamos há muitos anos, relacionadas a como gostaríamos que fosse a minha vida. Pensamos em ter uma família, filhos, um parceiro ou parceira que amamos e nos ama reciprocamente, com a qual podemos dividir a nossa vida e nossos sonhos. Bem como ter um bom relacionamento com nossos pais e irmão, os quais, desde que nascemos fazem parte de nossas vidas. Ter um trabalho no qual somos felizes de trabalhar e de preferência ajudamos a mudar e melhorar o mundo, mesmo que seja no nosso bairro, mesmo que seja para poucas pessoas, mas que para estas fizemos a diferença; e do qual podemos trazer nosso sustento e bem estar econômico. Como também termos bons amigos, com os quais pudessemos compartilhar a vida, aprendendo e crescendo juntos. E por fim nos desenvolvermos como indivíduo, descobrirmos quem somos realmente, nossas potencialidades e explorar nossa capacidade de criar e mudar o mundo.

Todas essas escolhas foram feitas muito anos atrás, mas em que modo as nossas decisões a cada dia nos aproximam ou afastam dela? Existem muitos modos de sermos felizes ou já desde muito tempo soubemos como seríamos realmente felizes, mas temos medo de realizá-lo.

É verdade que a vida não acontece em modo linear e muitas das coisas que mudam completamente nossas vidas acontecem de maneira inexplicável. Como conhecer o amor de nossas vidas em uma festa que nem queríamos ir. Ou em uma conversa despretensiosa termos uma grande oportunidade de viajar ou de realizar um sonho. E esses fatos vão mudando o rumo daquilo que tínhamos decidido há tanto tempo.

Alguns sonhos são ofuscados, mas talvez nunca esquecidos. Como fantasmas eles vem de tempos em tempos a nos atormentar e perguntar: Lembra de mim? Porque você está fazendo isto? Tudo deveria ser completamente diferente! Porque você desistiu da vida que tinha sonhado?

Parece um pouco dramático. Mas acho que quando decidimos tomar grandes decisões que podem nos aproximar definitivamente dos nossos sonhos começamos a vacilar. Como se um medo paralisante quisesse tomar conta de nós. Sabemos tudo que devemos fazer para realizar aquilo, mas ao mesmo tempo temos medo de nos expor. Não de nos expor aos outros, mas sim de nos expor a nós mesmos. De percebemos que tudo em nossas vidas só depende de nós. Que não podemos ficar culpando ninguém, nem o mundo, nem nossas famílias, nem nosso país, nem o tempo, nem o dia da semana ou do mês. Somos os únicos responsáveis por nós mesmos. E somente tomando aquelas decisões tão temidas que nos levam a felicidade que podemos sentir isto. Somente decidindo acreditar e perceber que tudo só depende de nossas decisões que podemos realmente acreditar nisto. O terrível é que sabemos que vai dar trabalho. Que ficar sentado no sofá vendo TV é o completo oposto. Que tomar decisões exige agir de acordo com as decisões e trabalhar o dia inteiro, todos os dias, até que todas as coisas tenham sido resolvidas. Não trabalhar em um emprego. Mas sim, trabalhar no constante ato de moldar nossas vidas, de seguir nossos sonhos, de criar uma vida feliz e realizada, de solucionar problemas e resolver labirintos.

Por isso eu falei que a felicidade talvez possa ser uma coisa simples, pois basta tomar as decisões certas que sempre quisemos tomar. No entanto isto não é fácil, pois exige muita determinação para cumpri-lo e auto-análise para descobri-lo.

Tudo isto me veio em mente porque amanhã decidi continuar a divulgação da campanha de prospecção de novos clientes, além de precisar trabalhar, fazer exames, estudar, acabar o meu livro que faltam somente 20 páginas. Para tudo isto eu precisaria acordar cedo e por conseqüência dormir cedo como sempre. Mas talvez por desespero, por medo de enfrentar meu super busy e importante dia, acabei ficando vendo TV até tarde. Todo esse paradoxo ainda aumenta porque estou aqui escrevendo. Mas enquanto escovava o dente pra vir dormir me veio todo esse pensamento. A consciência da nossa constante sabotagem da felicidade.

E escrevendo eu percebi que não adianta sabermos o que queremos, que queremos família, trabalho, amigos, amor, dinheiro e felicidade. O mais importante é quantificarmos em tempo para direcionarmos nossas decisões: Quero 5 novos clientes até agosto. Quero viajar para Tailândia em setembro do ano que vem. Que ter meu primeiro filho em 2014. Quero casar em Janeiro… Independente dos seus sonhos quantifique, assuma datas, e tome ações para cumpri-las.

Boa sorte na realização dos seus sonhos,

seja feliz!

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