Sonho Mais Profundo

A eternidade de um respiro

E se a gente por jogo decidisse vir ao mundo. Como se
pulássemos em uma piscina e mergulhássemos. E no tempo de um mergulho
vivêssemos uma vida. Ou seja, no tempo de um respiro, vivemos toda a nossa
existência. Pra entender quanto ínfimo e eterno é todo o tempo de uma vida,
basta pensar que esta cabe em um respiro. Como poderia a unidade mais básica da
nossa vida poder simbolizar automaticamente toda a sua completeza. Isso quer
dizer que, se em cada respiro decidíssemos falar a verdade, toda a nossa vida
seria a verdade. Quer dizer que, se em cada respiro semeássemos o amor,
colheríamos eternamente o amor. No entanto, se decidirmos a cada respiro negar
o amor, viveremos sempre em meio ao sofrimento.

O jogo da vida

 E se quando decidimos vir para a Terra foi exatamente para
ajudarmos a salvar o mundo? Cada um com uma missão diferente. Cada um
escolhendo um objetivo diferente.

Aqueles mais fortes escolheram os objetivos mais difíceis.
Por isso a expressão, os últimos serão os primeiros, pois os mais fortes foram
aqueles que desejaram as tarefas mais difíceis, entrar em um corpo miserável,
doente, desnutrido, exatamente porque são aqueles que mais precisam de força e
de energia para poderem conseguir sobreviver e salvar aqueles que os rodeiam.
Ajudando-os a lembrarem o que é o amor e assim, libertá-los.

Cada um de nós tem a sua própria força e decidiu entrar no
mundo exatamente onde entramos, na família que entramos, estrategicamente
posicionados no melhor lugar possível ou disponível para utilizarmos as nossas
capacidades.

Outra hipótese, seria que, ao invés de termos escolhido tudo
através do nosso livre arbítrio, somos predestinados ao lugar onde nascemos.
Como em um quebra-cabeça onde a energia do universo nos guia pro exato lugar
que precisam da gente.

E a nossa missão principal seria trazer amor ao mundo. Como
se, antes de voltarmos ao mundo, fora das amarras do tempo e em completa
sintonia com o amor eterno, ou seja, o amor de Deus, conseguíssemos sentir um
amor puro e infinito. E, olhando a humanidade, não conseguíssemos entender
porque todos não se sentem do mesmo modo eternamente, como nós. Somente se
pensarmos neste amor infinito que podemos entender quanto amor temos a
disposição para compartilharmos. E, se não sentimos esse amor todos os dias de
nossas vidas é porque tem alguma coisa errada. Alguma peça está fora do lugar.

Por isso, cada um tem uma missão e pensou exatamente no
melhor modo de resolvê-la e decidiu entrar naquele lugar, naquele momento,
naquela família, com aqueles amigos exatamente para tentar mudar e resolver o
quebra-cabeça. E ajudar a humanidade a sentir esse amor.

E entrega completa

Começo a entender porque as pessoas são tão inclinadas a dar
dinheiro à igreja e demais instituições de caráter espiritual. Pois, quando são
bem guiadas pela verdadeira palavra de amor, fraternidade, igualdade, elas
percebem que aquelas palavras transmitem uma sabedoria que as faz estar bem,
que as faz recuperar as energias e relembrar exatamente quem elas são. Sentir o
amor vibrando em suas veias e a palavra de Deus iluminando as suas vidas. E por
isso patrocinam, pois querem que mais pessoas se sintam como eles: amados,
protegidos e guiados.

E também comecei a entender um pouco os santos como São
Francisco de Assis e Santo Inácio de Loyola que doaram tudo que tinham aos
pobres e fizeram o voto de pobreza. Eles doaram exatamente tudo que tinham,
porque perceberam que quando se entrega tudo, não se tem mais nada, se não o
amor e completa devoção.

Do mesmo modo, no hinduismo, quando o discípulo encontra o
seu mestre, ele o deve amar completamente, confiar completamente e doa a sua
vida para aprender com ele. Porque o mestre lhe ensinará exatamente isto, como
abandonar tudo para sentir o amor eterno.

Somente abandonando completamente tudo nesse mundo que
podemos sentir o amor eterno. Somente vivendo completamente das doações da
humanidade e abandonando-se cem por cento a Deus é que se pode perceber que
quando se fala de Deus todo o universo quer te escutar e aprender contigo como
amar tanto quanto tu amas a Deus. Eles querem que tu ajude eles a sentirem este
amor, e querem que tu dês a eles a capacidade de viver com este amor. E por
isso começo a entender porque o voto de pobreza e castidade faz tanto sentido
em tantas religiões, pois precisamos nos desfazer de tudo que temos para sentir
que com Ele temos tudo.

O silêncio e a busca dos mestres

Somente meditando no mais puro silêncio que um pode escutar
a voz do seu guia e conseguir ouvir as palavras que nos guiam ao amor supremo.
Acho que foi por isso que sempre gostei da noite, pois só ali se pode escutar o
silêncio da cidade, o silêncio dos carros, o silêncio das pessoas, o silêncio
dos pássaros e com o silenciar da mente, o silêncio de nós mesmos.

Cercados por tantas pessoas e em tantos lugares, fica
difícil escutar nossa própria voz. Nossa própria voz nos guia pelas nossas
escolhas, nos guia a conhecer as pessoas que conhecemos, nos guia aos nossos
amigos, que, depois de nossa família, são nossos primeiro mestres, que nos
ajudam a ver e conhecer o mundo, juntos. No decorrer da vida, muitas vezes
realizamos que queremos seguir caminhos diferentes aos dos nossos amigos.
Assim, com a mudança de rumos acabamos escolhendo novos mestres, ou seja, novos
amigos que procuram a verdade na mesma direção que nós. Deste modo, guardamos
os ensinamentos recebidos e seguimos em frente, como quando se passa de ano na
escola e precisa-se mudar de professor. Mas não se deve esquecer das pessoas
que nos ajudaram a crescer e aprender, porque esses foram os mestres que nós
escolhemos.

Analisando isto, entendemos a frase: me diga com quem andas
e te direi quem eis. Pois, vendo os teus amigos, posso ver quais foram os
professores com quem tu decidistes aprender na escola da vida. Talvez te
olhando não consiga entender imediatamente quem tu és, mas olhando quem
escolhestes como professor posso logo entender quem queres te tornar.

Por isso para ter sucesso, precisa-se estar com pessoas de
sucesso, porque juntos faremos descobertas, aprenderemos e ensinaremos a mesma
coisa, o sucesso. E para ser um devoto se deve estar junto aos devotos, pois
eles te ensinarão como encontrar a ti mesmo e a Deus.

Esta é a nossa busca, e escolhemos vir ao mundo neste exato
local, nesta família, nesta cidade, neste país, exatamente porque sabíamos que
aprenderíamos e poderíamos ajudar neste contexto. E a partir do amor que
compartilhamos com todas estas pessoas que podemos libertá-los.

Os mestres do amor

Por isso o objetivo do mundo é amar, porque como professores,
temos que amar nossos alunos, e como alunos, devemos amar incondicionalmente
nossos professores. Como todos que estão conosco são nossos professores e
nossos alunos, já que temos tanto a aprender, mas independente, teremos sempre
tanto a ensinar. Sempre terão pessoas que saberão algo mais que nós, e por fim,
se não tiver mais nenhuma pessoa no mundo a ensinar-nos, quer dizer que
finalmente chegamos ao ponto mais alto. Onde não existem mais professores, mas
apenas alunos, onde grandes iluminados entenderam o objetivo da vida e ajudam a
humanidade a se iluminar. Onde o único professor é Deus. E estes seres
iluminados são nossos profetas e seu único objetivo na vida é ajudar-nos a
descobrir a verdade e o amor. Pois somente aquele que se entregar completamente
a este amor que vai encontrar a liberdade. E somente aquele que encontrar a
liberdade vai ser capaz de usufruir da mais completa liberdade, doar a sua vida
para servir a humanidade. Doar a sua vida como um exemplo de amor e completa
devoção a humanidade.

Naquele momento que você é o professor de toda humanidade,
não quer dizer que você se sente superior e quer dominar a humanidade, quer
dizer que a humanidade que quer que você a ensine tudo que sabe, eles querem
sentir tudo que você sente, querem provar o prazer que você prova, querem que
você ilumine o caminho a seguirem. Vemos um difícil caminho a ser percorrido,
mas que fica mais simples quando iluminado. Esta luz nos faz perceber quem
gostaríamos de ser. E o caminho é exatamente o modo de como chegar. Acho que
ninguém sabe exatamente como vai ser o percurso, mas descobrindo onde se quer
chegar e onde começar, tudo fica mais simples.

Percebemos esta luz nas palavras dos grandes mestres
espirituais, como o Dalai Lama, SwamiPrabhupada,
ParamahansaYogananda e tantos outros.
O Papa deveria emanar a
mesma, já que ele é a representação máxima da religião católica apostólica
romana, alguém que as palavras deveriam representar a verdade na terra. No
entanto, muitas pessoas não entendem o que o Papa fala, criticam sempre suas
palavras.

A qualidade de um líder religioso se percebe quando todas as
suas palavras fazem sentidos. Quando todas as suas palavras são colocadas no
perfeito contexto e dentro da perfeita sincronia com as nossas almas. Como se,
no mundo das palavras, aquelas fossem a perfeição. Um caminho que nos leva a
verdade, e a verdade nos faz bem, e uma verdade nos ajuda a descobrir outras
verdades, e assim vamos decifrando o caminho da vida, a iluminação.

Do mesmo modo, talvez é seguindo essa sincronia que podemos
encontrar o nosso mestre.

A palavra em italiano para ouvir é a mesma que para sentir.
E nos faz refletir no fato que tudo que escutamos também sentimos. E por isso
machuca tanto quando escutamos coisas ruins e nos sentimos tão bem quando
escutamos palavras de amor. Muitas vezes as palavras machucam mais que paus e
pedras e suas feridas demoram muito mais tempo para cicatrizarem. E do mesmo
modo, se mostra evidente a importância dos mantras, pois a sua musicalidade nos
faz sentir uma mensagem.

A busca da verdade

Nós estamos na constante busca da verdade, pois esta é a
máxima representação das palavras e dos pensamentos. Se cada palavra que
falássemos e cada pensamento que pensássemos fosse a verdade, então teríamos
chegado ao nosso objetivo.

Analisando deste modo, vejo a importância do mahamantra Hare
Krshna. Pois ele é uma repetição dos nomes de Deus, com o significado de pedir
a Deus que nos ilumine para podermos servi-lo. Então, se Deus é a pura Verdade,
então falar de Deus seria falar sobre a mais pura das verdades, por isso o
mahamantra Hare Krishna seria o supremo absoluto do máximo possível. Assim,
quando comparamos tudo a Deus, estamos mais perto do caminho da verdade, pois
saímos da percepção egoísta do que é bom ou ruim para nós mesmos e passamos a
avaliar o mundo a partir da ética de Deus, máximo representante do amor e da
verdade. Uma conclusão seria que, sempre que não estejamos falando de Deus,
então precisamos ao menos falar a verdade. Pois, se não falamos da verdade das
verdades, então falamos apenas a verdade e nada mais que a verdade, em nome de
Deus.

Acho que é exatamente isso que quer dizer a Bhagavad gita
quando ensina que devemos viver para Deus, como seus eternos devotos, quer
dizer que, se tudo que fizermos oferecemos a Deus, quer dizer que tentaremos
fazer do melhor modo possível e o compararemos isto ao máximo possível, ou
seja, Deus, para encontrar o máximo possível, amor e verdade. Assim, se precisa
sentir alguma coisa, que seja amor, que é o sentimento mais profundo. Se for
pra ouvir alguma coisa, que seja a verdade. Se for falar alguma coisa, que seja
a verdade. Por isso é tão importante escolhermos nossos amigos ou mestres, pois
somente junto com pessoas determinadas na busca da verdade que se vai poder viver
ouvindo e falando a verdade. E somente quando as nossas palavras e as nossas
ações estiverem em sintonia com os nossos pensamentos e representarem
igualmente a verdade, somente ali pararemos de mentir para nós mesmos e para o
mundo e conseguiremos viver de braços dados com a verdade.

A confissão

Todos esses pensamentos me fizeram pensar na confissão na
igreja católica. Esta não deveria ser pensada como um modo de descobrir os
segredos alheios e de dominar a sociedade através do medo e da extorsão, mas
sim um momento de reflexão. Quando a pessoa percebe que tem alguma dúvida a
respeito de uma ação que tem praticado, ou algum pensamento quem tem tido, ou
mesmo a respeito da própria filosofia espiritual que tem estudado e tentado
colocar em prática, e, por isso, gostaria de falar com o padre, seu mestre na
sublime busca da verdade, para tirar essas dúvidas e continuar no seu caminho
de crescimento espiritual.

Para que isto seja possível o indivíduo precisa de dois
pré-requisitos básicos: que realmente entenda o objetivo deste caminho
espiritual e que esteja realmente disposto a compartilhar e crescer na verdade
e no amor. Isto porque, somente quando se está completamente disposta a
encontrar a verdade é que se é capaz de questionar todas as suas ações e pensamentos
e estar disposto a mudar se necessário. Mesmo que seja um caminho longo e
difícil o mais importante é estar disposto e aberto a mudança.

Já o outro pré-requisito é que o padre em questão seja um
verdadeiro mestre espiritual, não apenas alguém que sabe a bíblia ou os dogmas
da igreja, mas sim, alguém que já viva na plenitude da verdade e do amor, ou
que ao menos a busca com sinceridade de humildade.

O amor, Deus, o Diabo e o Inferno.

Lendo o livro “A Cabana” de Willin Young e depois com a confirmação
do Padre Wilson, com o qual levantei os meus últimos pensamentos, cheguei a
algumas conclusões. Tudo parte do significado que Deus é amor e Diabo significa
apenas viver sem amor. Partindo disto comecei a me questionar sobre a
representação metafórica das chamas do inferno e a idéia de sofrimento ligada
as tentações do Diabo.

Então, como poderíamos simbolizar um grande sofrimento, e
que este fosse facilmente entendido por qualquer um, seja adulto ou criança, se
não pela dor das queimaduras. Praticamente qualquer um já se queimou, nem que
seja o dedo na panela ou a boca com a comida quente. E todos sabem quanto dói.
Por isso, a metáfora de queimar no inferno, como metáfora do sofrimento físico
comparado ao sofrimento de viver sem amor. Assim, seguir as palavras de Deus,
as palavras do amor e da verdade, nos salvam das chamas do inferno. Pois
nenhuma dor pode ser maior do que viver uma vida longe do amor e da verdade.
Afinal a escuridão, o sofrimento, e a mentira não são coisas existentes por si
mesmas, mas são apenas a ausência de luz, de amor e de verdade. E é exatamente
quando decidimos pelo nosso livre arbítrio de vivermos isolados de Deus que
acabamos negando exatamente a fonte suprema de luz, amor e verdade, e assim,
vivendo nas chamas dolorosas da escuridão, do sofrimento e da mentira. Por isso
o Diabo seria apenas a personificação da vida sem amor e o fogo do inferno, a
representação do sofrimento causado por isso.

Também, conversando com a Carla, surgiu outra análise, que o
inferno é dentro da terra e o paraíso é no céu. Ou seja, que o inferno é o
preocupar-se somente consigo mesmo, e perder-se na profundidade do egoísmo e na
solidão de uma vida sem amor. E o céu é o infinito, em concentrar-se naqueles
que estão fora de nós, em compartilhar o amor com a humanidade, com o infinito,
com Deus, ou seja, o céu seria o relacionamento.

Somente o amor trás a vida eterna

“I believe that love that is true and real creates a respite from death.
All cowardice comes from not loving, or not loving well, which is the same thing.”
— woody allen’s hemingway, midnight in paris

Esta frase do filme de Woody Allen, Midnight in Paris, diz
exatamente isso. Que quando amamos em modo verdadeiro e real conseguimos
afastar a morte. Que toda a covardia surge por não amarmos ou não amarmos bem,
que no fim é a mesma coisa.

Quem nunca escutou alguém dizer que se cansaria de viver
eternamente, pois esta vida é só sofrimento e dor. É claro que não vale a pena
a vida eterna se a relacionamos com sofrimento eterno.

Cada vez mais penso que não precisamos esperar a morte para
vivermos a vida eterna. Começo a entender que, vivendo uma vida em
relacionamento constante com o amor já vivemos na vida eterna. Pois o amor nos
dá vida e nos trás força. Como é lindo ser jovem, bonito, saudável, assim seria
perfeita a vida eterna. E por isso, cultivando o amor por Deus e por toda a
humanidade já vivemos na vida eterna. Por isso, não se deve esperar pela vida
eterna. Por isso não se pode esperar para no futuro praticar o amor. Por isso
que não se pode esperar nem mesmo um segundo para começar a seguir os passos de
nosso mestre, os passos da verdade. E entender que vivendo junto da coisa mais
verdadeira, teremos amor verdadeiro e eterno. E neste momento iluminaremos todo
o mundo, ensinando como descobrimos isso, como conseguir esse amor tão
profundo.

Agora temos que pensar se o objetivo na vida é gerar uma
nova. Será que isto não é exatamente para nos fazer refletir ainda mais que o
único modo de ter uma vida real, uma vida vida, de ter vida, e de estar vivo é
através do amor. Ou seja, que este é o único modo de estar vivo nesse mundo. E
por isso descobrir a vida eterna. Somente quando amamos estamos felizes,
somente quando estamos felizes que nos sentimos vivos. Se amássemos sempre
seríamos eternamente vivos.

A Evolução dos sentidos

E assim voltamos ao mesmo pensamento do princípio, que cada
um de nós somos professores, e capazes de iluminar certas áreas. Alguns
professores foram destinados para trazer uma grande novidade, uma grande inovação
e surpreender o mundo com essa nova verdade. E assim, levar o mundo um  passo mais perto de Deus. Como se cada
um quisesse ajudar a chegar ao máximo de algum atributo, de algum dos sentidos
sensoriais, para conseguirmos escapar das limitações do nosso corpo,
transcender a matéria e descobrir a verdade além de nós mesmo: o amor supremo,
o outro mundo, a verdade por trás dos véus de Maia.

Como se a evolução da linguagem, a descoberta da energia
elétrica, da luz, do cinema e das próprias redes sociais fossem apenas um modo
para ajudarmos a compartilhar os nossos pensamentos. Podemos perceber que
muitas vezes é impossível expressarmos nossos pensamentos apenas com o
alfabeto, talvez por ignorância ou mesmo pela impossibilidade das palavras de
comunicarem um sentimento. Por isso buscamos modos de comunicação mais
profundamente, através de imagens, através de filmes, criamos mundos através
dos computadores tentando comunicar de maneira imediata os nossos pensamentos e
sentimentos.

Como se o objetivo dos sentidos fosse possibilitar
diferentes modos de encontrar a verdade, ou seja, de comunicar e perceber a
verdade. Por isso, quanto mais desenvolvido for um sentido e quanto mais
sentidos desenvolvermos, mais fácil será comunicarmos e assim, poderemos
experimentar a verdade em múltiplos níveis. Como se precisássemos otimizar os
sentidos que já possuímos para poder desenvolver novos sentidos, para passarmos
a um próximo. E este seria o objetivo da educação, ajudar as pessoas a
desenvolverem seus sentidos, ajudar as pessoas a perceberem a realidade, ajudar
as pessoas a perceberem a si mesmas e a Deus. Assim, quanto mais desenvolvermos
um sentido, melhor conseguiríamos perceber Deus e por fim, de comunicar através
daquele sentido a nossa visão da verdade.

Como seria perfeito se conseguíssemos comunicar exatamente
os nossos pensamentos e sentimentos. Uma comunicação limpa e exata, onde
passaríamos exatamente aquilo que sentimos diretamente ao outro, sem erros ou
necessidade de interpretação. Este seria um grande objetivo, descobrir o melhor
modo de passar e receber idéias. No entanto, uma pessoa só pode entender cem
por cento um pensamento se ela se entregar completamente, sem medo. E isto só
acontece quando confiamos em alguém e confiamos que esta pessoa nos comunicará
apenas a verdade. Por isso, somente quando cremos cegamente na verdade que
somos capazes de entendê-la.

Seguindo este pensamento de evolução dos sentidos, o cinema
seria um ótimo modo de transmitir os pensamentos. Os filmes tentam comunicar
nossos pensamentos não apenas pelas palavras, mas por imagens, com
representações da vida em si. Como se materializássemos o nosso pensamento e o
mostrássemos aos outros, esperando que assim finalmente o entendam mais
profundamente.

O sentido da vida

E se encontrássemos um ótimo professor, mas descobríssemos
que se comunica em uma língua a nós desconhecida? Não nos dedicaríamos a
aprender a sua língua em modo a entender o que ele tem a nos ensinar?

A idéia é que essa linguagem talvez não seja necessariamente
uma língua escrita, mas sim, que podemos aprender utilizando outros sentidos.
Como se não existisse um único modo de descobrir a verdade, mas muitos caminhos
que levam a ela, e cada um deveria descobrir a sua estrada.

 Outra percepção interessante seria que, quando percebemos
que uma coisa é verdadeira, utilizamos a expressão: isto faz sentido. Ou seja,
eu sinto, além da linguagem que isto é verdadeiro. E talvez seja exatamente
este sentimento que nos guie. Sentimos que outro sentido nos mostre que aquilo
seja verdade e é exatamente tentando descobrir qual é este sentido que o
revelamos. Ou seja, quanto mais sentidos empregássemos na busca da verdade,
mais profundo seria o nosso entendimento desta.

Assim, existiriam muitos modos de perceber a verdade, muitos
que nem imaginamos, pois não desenvolvemos os sentidos necessários para
percebê-los, mas, que precisaríamos aprender a utilizá-los. Ou seja, o objetivo
da vida seria descobrir em quantos modos podemos perceber a verdade. Quantos
novos sentidos podemos ter para conseguirmos descobrir a verdade. Quantos
outros modos mais perfeitos temos pra entender quem somos.

Por isso, temos que desvendar o “sentido” da vida. Mas, neste caso, o sentido da vida não significaria o objetivo da vida, mas o sentido sensorial. Qual novo sentido vamos desenvolver nessa
vida em modo a percebermos melhor o mundo. Neste caso, uma ótima representação
do mundo seria a cebola, com tantas camadas que existem simultaneamente e que
precisam ser descascadas para se encontrar o miolo.

Se pensarmos cada sentido nos revela uma nova camada de
vida, uma nova capacidade de sentir e de dar sentido a vida, se
desenvolvêssemos novos sentidos, entraríamos em novas camadas de percepção e
por isso daríamos um novo sentido, uma nova capacidade de ver o mundo. Ou seja,
somos educados a perceber os cinco sentido, a visão, a audição, o tato, o gosto
e o olfato. Cada um desses sentidos existe em completa sintonia com os outros e
nos revela uma capacidade de perceber a existência em um modo completamente diferente
dos outros. Um cego sabe que existe a visão, mas não consegue percebê-la. Ele é
privado te todas as possibilidades que o mundo visível nos oferece. Deste mesmo
modo, desenvolvendo novos sentidos, desenvolveríamos a capacidade de perceber o
mundo de um modo completamente novo, uma nova forma de descobrir a verdade.
Alguns exemplos que me vêm em mente, que a humanidade vem descobrindo são: a
percepção da aura das pessoas, ou seja, a representação cromática de sua alma;
a capacidade mediúnica, ou seja, a capacidade de se comunicar com os espíritos,
seja vê-los, que escutá-los, que senti-los; as capacidade telepáticas, e assim
por diante.

Ou talvez as outras percepções são mais sutis e precisam de
corpos mais sutis para conseguir percebê-las. E quem sabe a morte nos
possibilite mudar de corpo, e assim, expandir a nossa percepção para uma nova
realidade, um novo nível, uma nova camada.

O presente de Natal

Você gostaria de descobrir qual é o maior e mais precioso presente de Natal?

Este presente é tão grande que se você compartilhar com todos, nunca vai ficar sem.

É tão precioso que todos querem e passam a vida buscando.

Para entendermos ainda melhor podemos ver os significados complementares desta palavra:

 Significa o presente, aquilo que gostaríamos de compartilhar.

Significa estar presente, estar junto, comparecer.

Significa o tempo presente, agora, neste momento, a cada respiro.

Alguma coisa tão grande, preciosa e eterna, só pode ser o amor.

É precioso porque todos buscam o amor. É eterno e infinito
pois, se passarmos o dia inteiro compartilhando amor nunca vamos ficar sem, mas
sim, vamos receber mais e mais. E por fim, precisamos estar fisicamente
presentes, no tempo presente, para compartilharmos este grande e precioso
presente.

Se a cada momento você esperar pelo futuro para compartilhar
o amor, você nunca vai ter, pois o futuro será sempre futuro. Se pensar que ele
pertence ao passado, também vai ficar sem, pois o passado já passou. Mas, se
você decidir a cada respiro compartilhar o amor, você vai esquecer do passado e
do futuro. E, se não existe passado nem futuro então não existe o tempo. E se
não existe o tempo já estará vivemos na vida eterna.

Por isso, não só hoje, espero que você viva o Natal a cada
dia, para que possa compartilhar o amor eternamente, a cada respiro.

O templo de ouro

Seria muito estranho que mesmo sendo preciosa ela fosse
abundante, eterna e infinita.

Que quanto mais temos, mais brota, que quanto mais damos,
mais ganhamos, e não conseguimos ficar sem. Seria esta a pedra filosofal? Seria
este o conhecimento da riqueza mais profunda, do bem mais preciso.

Como poderia alguma coisa tão preciosa ser tão abundante.
Como eu poderia recobrir a minha vida de coisa tão preciosa e ter sempre mais?

Acho que o templo de ouro é o templo do amor. Pois somente
um templo de ouro e pedras preciosas pode representar para um homem comum um
templo feito da substancia mais preciosa do mundo. E o que é este templo de
ouro. O que é este templo tão precioso se não nosso próprio corpo, templo de
nossa alma e receptáculo infinito de amor.

Fazer amor

O amor é tão forte que nos possibilita gerar uma vida. Uma
coisa que gera a vida só pode ser verdadeira. Fazer amor e gera uma vida só
pode nos ensinar nos ensinar alguma coisa muito linda. Como podemos pensar que
Deus nos deu a capacidade de originar a vida através do amor e que isto seria
pecado. Como Deus poderia simbolizar o pecado com o amor entre duas pessoas que
geram a vida. O amor não é pecado. O amor não é errado. O amor é a coisa mais certa
e verdadeira do mundo. Nada que for feito com amor e gerar a vida pode ser
errado.

A Santíssima Trindade

Me veio o pensamento que colega as entidades que formam o
nosso ser descritas pelo Veda e as entidades do Cristianismo.

No cristianismo Deus é representado pela santíssima
trindade, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. No Veda, aprendi que nós
também representamos a santíssima trindade, já que, o nosso eu é formado do
corpo, (o Filho encarnado em carne), pela alma (o Espírito Santo) e Deus, que
mora dentro do nosso coração. Existe a Atma (alma) e Paratma (a alma suprema)
que mora dentro de cada um de nós, de cada ser vivo. E por isso na Bíblia diz
que fomos feitos a imagem e semelhança de Deus, pois nós somos o exemplo
encarnado da santíssima trindade.

A partir deste pensamento, eu supus que a mente, a qual
durante muito tempo pensei fazer parte do Eu, poderia ser ao Diabo, o contrario
de tudo que precisamos, aquilo de deve ser evitado e dominado, nossas
tentações.

A intuição

Nos últimos dias tenho ficado muito atento à intuição e
tenho tentado escutar muito a sua voz e evitar a mente. Ou seja, continuamente
temos idéias, pensamentos e sensações que sufocamos pois ouvimos a mente, que
logo em seguida nos diz, nada a ver isso, deixa pra lá, não faça isso… e
assim por diante… É exatamente essa segunda parte que estou tentando evitar e
assim, dar mais ouvido ao extinto.

A vida de Cristo

Por conseqüência, Jesus Cristo seria uma metáfora
representando cada ser humano encarnado. O corpo de Cristo representaria o
nosso corpo material, o filho de Deus, ou seja, nós também somos filhos de
Deus, todos nós somos filhos de Deus.

E a Sua morte seria uma hipérbole ou seja, outra metáfora,
que desta vez representaria o sacrifício. Mas não o sacrifício de perder a
vida. Mas sim, o sacrifício de seguir a verdade e a palavra de Deus. O
sacrifício de ter que mudar para poder crescer. Uma vida dada em nome de Deus,
o serviço da devoção. Não temos que pensar no sacrifício como uma coisa
negativa. Sempre nos sacrificamos por aqueles que amamos ou por aquilo que
desejamos. Uma mãe se sacrifica por seus filhos, ou seja, desiste de algumas
coisas por amor.

Por isso, entregar sua vida em nome de Deus, não quer dizer
morrer, mas viver eternamente. Mas não em uma vida após a morte. Mas sim, viver
a eternidade no dia a dia. Somente entregando completamente sua vida a Deus que
se pode conhecê-lo e ressuscitar na vida eterna. Isso não quer dizer morrer,
mas sim sacrificar a si mesmo em nome de Deus, em modo a viver já nesta vida,
como na vida eterna.

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