A Masculinidade

Não é a violência que faz de um homem um ser masculino. A necessidade do homem de expressar a sua masculinidade através da violência não é uma coisa verdadeira, mas sim a completa negação da verdade. Manipulada exatamente pra deixar os homens mais agressivos, negando a sua natureza e impossibilitando que os homens se amem entre si. A negação do amor entre os homens e entre as mulheres gera uma tensão social tão grande, que impossibilita aos homens de expressarem o amor que sentem uns pelos outros. Isto pode ser facilmente notado quando as amarras da sociedade são atenuadas pela liberdade que o álcool trás. Ou seja, quando grandes amigos se embebedam e inconscientemente livres da tensão social que os pressiona contra os seus mais sinceros pensamentos, finalmente encontram a liberdade de dizer aos seus amigos que os amam. Demonstram aos seus amigos, com palavras, gestos, abraços, beijos, que os amam. Que eles são seus amigos, as pessoas mais próximas que existem, aqueles que foram escolhidos para compartilhar a vida e aprenderem juntos, desenvolvendo as suas percepções do mundo e crescendo juntos.

Jesus era um homem e sempre disse que amava todos os seus discípulos, também homens. As religiões nunca condenaram a homossexualidade em si, elas normalmente condenam a prática do ato sexual homossexual. Isso quer dizer que o homem pode e deve amar outro homem, mas não em um modo carnal. O homem deve estar completamente aberto ao amor. Por isso, o ser homossexual, no sentido de amar os homens não é um pecado, porque todas as pessoas deveriam ser capazes e abertas de amar os amigos, os pais, os irmãos, sejam eles homens ou mulheres, mas esse amor não quer dizer sexual. O único objetivo do ato sexual segundo a maior parte das religiões é a reprodução, o amor incondicional não exige a reprodução, pretende apenas o amor.

No entanto vem a dúvida… mas se é tão bom fazer amor, porque seríamos condenados a não compartilharmos aquilo que temos de mais prazeroso? Porque não podemos compartilhar o sexo, que é a parte mais íntima do amor? E quando o sentimento de amor espiritual se une ao prazer carnal, possibilita explorar o máximo do prazer e conhecer os limites daquela possibilidade.

Por outro lado, se analisarmos os dois tipos de amor, o amor carnal e o espiritual, vemos que são completamente distintos e incompatíveis. Talvez o que precisamos é apensas amadurecermos a nossa idéia do que é o amor e pararmos de confundi-lo apenas com o sexo. Assim, quem sabe, aprenderemos que podemos compartilhar amor sem que este tenha uma ligação com o sexo. Não digo que seja fácil, mas tenho certeza que é possível.

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