Labirinto

É difícil! Cada dia pensamos em uma coisa diferente. Em um segundo parecemos estar vivendo nossos sonhos realizados, em outro saimos do paradigma existencial que estamos e vemos que talvez tudo que sempre desejamos não tenha mais nenhum sentindo.

O belo de viajar e ver as coisas de outro angulo é exatamente a possibilidade de rever nossas certezas. De questionar nossos sonhos. Porque quando sonhamos uma coisa, vivemos em uma realidade ilusória daquilo que imaginamos que o sonho seria, sem a capacidade de prever todas as suas ramificações e consequências.

Talvez o mais importante seja lembrar que a simplecidade é a melhor coisa da vida. Que o fluir natural da vida nos mostra que estamos vivendo do modo justo. Não no sentido que não vão existir problemas, mas simplesmente descobrir de pouco em pouco, que uma vida tranquila, seguindo princípios morais e religiosos, fazem somente que nossas vidas sejam mais fáceis e mais felizes.

Acho que cada um há a necessidade de contrariar todos esses princípios em algum momento. De negar todos os ensinamentos. De imaginar e sonhar uma vida livre de qualquer coisa. Livre para escolher o futuro que queremos, diferente do que nossos pais aprenderam, diferente do que todas as outras gerações tentam nos ensinar. Diferente do que os livros, as histórias e as favolas nos contaram. Talvez na tentativa de sermos únicos, na tentativa de não seguir uma vida pré-determinada. Porque talvez, como em um labirinto, somente errando que conseguimos encontrar o caminho certo.

E assim, o problema não é errar, mas sim, persistir no erro e pior, transformá-lo em ideal de vida. Como encontrar uma parede sem saída e construir uma casa, junto com todos os outros que pararam por ali. E quando vivemos em meio aqueles que vivem os mesmos ideias que nós, acabamos pensamos que estes sejam universais e nos acomodamos na busca de novas soluções.

No entanto a principal liberdade que podemos ter na vida é aquela de mudar de ideia, mudar de gosto, mudar de estilo de vida, mudar de religião, mudar tudo, exatamente para isso. Talvez para exercitar nossa liberdade de descobrir quem realmente somos. E continuar na busca de uma felicidade plena e nos sentirmos realizados com cada escolha que fazemos. Na constante busca da saída do labirinto.

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