Os Sonhos e A Realidade

Hoje saí do filme Inception com mil ideias. Tantas ideia recicladas, mas outras que eram como se a verdade se materializasse de frente aos meus olhos e me fizesse ver o mundo e a própria vida de um modo diverso. Do mesmo modo, como em um quebra-cabeça que vamos descobrindo peça por peça sem visualizarmos a imagem final, cada pequena verdade que assumimos em nossas vidas começam a desvendar outras verdades ligadas e revelar um outro mundo que inicialmente não conseguíamos ver. Fim que, uma grande verdade ou revelação liga todas essas pequenas ideias e montam uma nova realidade.

Tudo partiu da possibilidade de compartilhar os sonhos. Como no filme. E do paralelo entre a realidade e o sonho.

Assim, pensei. E se pudéssemos compartilhar os sonhos na vida real? E se na realidade já fosse assim? Afinal, vivemos dentro dos sonhos daqueles que nos precederam. Tantas pessoas que sonharam e realizaram, junto com aqueles que lhes seguiram e que fizeram com que o mundo fosse do modo como é hoje. Todas as invenções, criações e pensamentos foram baseados inicialmente no sonho de que as coisas poderiam ser diferentes, poderiam ser melhores. E a partir dos sonhos dessas pessoas, que desafiaram o possível e criaram uma nova realidade, o mundo se transformou e continua se transformando cada dia mais rápido. Em contrapartida, quando sonhos ruins são compartilhados, o mundo também se transforma e condiciona todos a viverem de acordo com as novas regras do pesadelo.

Com base nesse pensamento existem dois tipos de pessoas distintas: aqueles que passar a vida realizando os seus sonhos e transformando o mundo; e aqueles que passam a vida inteira sonhando no que poderiam ter feito, mas, dominados pelo medo, não fazem nada. Ou seja, da diferença de quem vive os seus sonhos e de quem vive apenas no sonho dos outros.

Esse pensamento se aprofundou quando pensei no paralelo entre acordar e morrer.

Do mesmo modo que quando acordamos, passamos de uma realidade a outra. Do mundo dos sonhos ao mundo material. E, podemos decidir se ficarmos acordados ou se continuarmos a sonhar, caso ainda tivéssemos sono. Seria a mesma coisa com a morte. Que quando morremos, podemos decidir se estamos prontos a voltar a nossa vida eterna no mundo espiritual, ou, se queremos reiniciar uma nova encarnação, no caso que ainda tivéssemos desejos materiais.

Esse pensamento se baseia no princípio que não somos esse corpo, mas sim a alma eterna que o habita. E que, com o nosso livre arbítrio, escolhemos de vir ao mundo material, vivendo assim, em um ciclo de reencarnações, passando pelo nascimento, envelhecimento e morte.

Por isso, como nos sonhos, não deveríamos ter medo, porque, por pior que seja, depois acordamos e estaremos bem. O mesmo deveríamos pensar da vida. Que deveríamos aproveitar e dar o máximo para vivê-la intensamente sem nenhum medo. Pois o pior que pode acontecer é perdermos essa vida e decidirmos se queremos começarmos tudo de novo ou não.

Na prática, o grande desafio é que, ficamos tão envolvidos na realidade que estamos vivenciando, seja na vida que no sonho, que na maioria das vezes nem percebemos que estamos sonhando. E acreditamos no perigo de morrer como um grande mal que devemos evitar por toda a vida. Em vez de viver toda a vida o melhor possível, sabendo que o máximo que pode acontecer é morrermos/ acordarmos.

Ou seja, devemos viver conscientes que estamos dentro de mais uma vida. Como um jogo, uma brincadeira, e que quando morrermos não acontecerá nada de mal, simplesmente começaremos uma nova vida. Desde o início. Com novas dificuldades e novas oportunidades. Mas nada de catastrófico na morte.

Isso faria com que nos esforçássemos o máximo para ter a melhor vida possível. Assumindo todos os riscos que possibilitassem o melhor dos resultados. Porque, se na tentativa de ter a melhor vida possível acontecesse alguma coisa e morrêssemos. Não seria um problema intransponível, poderíamos apenas começar tudo de novo. Com novas oportunidades de fazer tudo ainda melhor.

O único problema é que não sabemos se na próxima vida teremos a consciência de estarmos em uma nova vida, e não na nossa única vida. Assim, pensei em duas alternativas: ou tentamos mudar completamente o mundo em modo que todos tenham essa consciência e, que assim, quando voltarmos nós também a teremos. Ou, começamos a trabalhar profundamente esse conceito em nossa consciência para que possamos recordar-lo em uma próxima vida. Claro que, não podemos ter a certeza de reencarnarmos nesse mundo e, nem que, conseguiremos conservar essa consciência em uma outra vida.

Resumidamente:

Assim como não existe idade pra dormir a noite e sonhar. Do mesmo modo não existe idade para acorda e começar a mudar o mundo, transformando-o naquilo que sempre sonhamos.

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