Doença

Vou confeçar uma coisa a você. Na verdade uma coisa que descobri a pouco tempo, mais precisamente essa semana. Eu fiz o teste e o resultado deu positivo. Eh… Estou doente. Vou morrer? Claro, todos vamos… Mas que doença você tá pensando? Na verdade não me interessa, porque tenho exercitado o poder de não me preocupar com o que você está pensando sobre mim, para poder me concentrar melhor no que EU necessito e em quem EU sou. Isso porque, de acordo com essa minha nova teoria, quando conseguimos realmente nos concentrar em nós, ficamos suficientemente seguros para nos concentrarmos nos outros e dar-lhes toda a atenção que precisam e merecem. OK… Eu sei que você está ansioso, afinal, ainda não respondi que teste, que doença… Mas já vou adiantando que muitos dos que você conhece também têm, ou quem sabe até você. Magina! Você é uma pessoa saudável eu sei… Então! Tudo começou com um comentário descomprometido, que acionou todo um mecanismo de auto questionamento, isso porque, nossos amigos nos ajudam a entender a nós mesmos. Aí, volto a frizar, exatamente pelo motivo de esquecermos de nós e darmos tanta atenção para o que os outros pensam, que não percebemos as minúcias de nosso próprio comportamento. Neste caso, Jemmie – minha amiga que logo vocês conhecerão bem, já que nos próximos dias publicarei o diário de viagem da qual ela também participou – me disse que eu tinha um problema de déficit de concentração. Perceba que algumas palavras soam tão fortes em nossa mente que em um segundo tudo faz sentido. Como se todas as memórias, manias, experiências e frustrações se linkassem a essa nova informação, dando significado a fatos antes ignorados. EXATO. Sempre soube, mas nunca tratei como realmente um problema, uma doença. No entanto, levando por esse lado torna-se possível tratá-lo, pois, só quando nomeamos o problema que podemos solucioná-lo. Também não me assustem! Espero que não seja algo gravíssimo, ao ponto de ter que ver o psiquiatra e tomar remédio – não que tenha alguma coisa contra psiquiatras, verdadeiramente adoraria fazer análise, só acho que é muito caro aqui na Europa, mas, remédios eu tenho sim um certo receio. Conseqüentemente, lí a respeito do assunto e descobri que existem muitas pesquisas seríssimas sobre essa doença e que os casos crônicos realmente atrapalham o desenvolvimento da vida do doente. Ao menos era o que o doutor falava! Por este exato motivo, assim que assisti aos vídeos explicativos fiquei mais tranquilo, afinal descobri que não sou um caso perdido. Ademais, hoje comecei a estudar exercícios que melhoram a concentração e a capacidade de focá-la e mantê-la. Por fim, inicio uma nova saga de auto descobrimento e aperfeiçoamento. E espero que nos próximos meses seja possível para mim escrever da mesma forma que o faço agora, sem estar balançando automaticamente meu pé ou perna… Bjão
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